Que transpaleteira escolher?

As transpaleteiras, também chamadas paleteiras, transpaletes, e mais conhecidas em Portugal por porta-paletes, são equipamentos de movimentação horizontal que facilitam a tarefa de mover cargas pesadas, normalmente paletizadas, reduzindo o esforço físico dos trabalhadores e o tempo de trabalho necessários. Existem três tipos principais de transpaleteiras: manuais, semielétricas e elétricas.

Transpaleteiras: ver produtos

  • Como escolher uma transpaleteira?

    Para selecionar a transpaleteira mais adequada às suas necessidades, deve ter em conta vários factores, tais como:

    • O ambiente de trabalho: interior ou exterior. No primeiro caso, é importante levar em consideração as dimensões do equipamento, bem como a altura e a acessibilidade dos produtos a transportar.
    • O tipo de acionamento apropriado ao uso previsto: manual, semieléctrico ou eléctrico
    • A capacidade de carga
    • A altura máxima de elevação
    • A altura dos garfos descidos

    A estes factores podem juntar-se critérios relacionados com certas especificidades da sua atividade. Por exemplo, para trabalhos em ambientes corrosivos ou limpos, poderá optar por uma paleteira em aço inoxidável. Certas transpaleteiras também podem ser equipadas com sistema de pesagem, para aplicações em que seja necessário conhecer o peso das paletes, por exemplo para efeitos de transporte. Deverá, ainda, verificar se as paletes a movimentar são paletes-padrão e anotar as suas dimensões.

    Em suma, existem três tipos principais de paleteiras, cujas características são as seguintes:

    • Manual:
      • Capacidade média: 2 000 a 2 500 kg
      • Altura média de elevação: 300 mm (muito excecionalmente até 1 m)
      • Altura dos garfos descidos: 85 mm
    • Semielétrica:
      • Capacidade média: 1 000 a 1 500 kg
      • Altura média de elevação: 200 mm
      • Altura dos garfos descidos: 85 mm
    • Elétrica:
      • Capacidade média: 1 000 a 1 500 kg
      • Altura média de elevação: 200 mm
      • Altura dos garfos descidos: 85 mm
  • Quando optar por uma transpaleteira manual?

    Transpaleteira manual da marca JUNGHEINRICH
    Transpaleteira manual da marca JUNGHEINRICH

    Na transpaleteira manual, o timão, ou leme de manobra, serve para elevar os garfos, pressionando-se a barra do timão para baixo e para cima consecutivamente, bem como para deslocar a transpaleteira, puxando-a pela pega do timão. Possui, ainda, um mecanismo que permite ao eixo do timão girar, podendo-se assim mudar de direção em segurança. Recomenda-se a utilização de paleteiras manuais unicamente em pisos revestidos e antiderrapantes, com um nível de inclinação inferior a 10%.

    A vantagem da paleteira manual é que o operador não necessita de uma certificação específica. Deve, no entanto, possuir formação em prevenção de acidentes de trabalho, para lidar corretamente com uma eventual queda da carga ou com o bloqueio do leme ou das rodas, por exemplo. Como não tem motor, a transpaleteira manual é relativamente leve. É fácil transportá-la num camião de entregas para a utilizar no local de destino.

    Existem paleteiras com diferentes configurações, cada uma adequada a um tipo de utilização:

    • Paleteiras com garfos curtos, longos ou ajustáveis, consoante o tipo de cargas
    • Paleteiras silenciosas, para descarga noturna em áreas residenciais
    • Paleteiras rebaixadas (extraplanas, com garfos baixos)
    • Paleteiras com assistência de arranque
    • Paleteiras com elevação rápida, que requerem menos movimentos do operador para elevar uma carga

    Os porta-paletes são fabricados em aço, para ambientes industriais convencionais, ou então em aço inoxidável, para ambientes húmidos ou corrosivos, nomeadamente na indústria alimentar.

    Quanto às rodas, estas podem ser em nylon (condução ótima em superfícies duras e para movimentação de cargas pesadas), em borracha (material silencioso e com boa aderência a superfícies molhadas ou escorregadias), em poliuretano (silencioso e flexível), em Vulkollan (silencioso, altamente resistente ao desgaste, não deixa marcas no solo).

    Vantagens:

    • Económica em termos de custo de aquisição e de manutenção
    • Mais leve que a transpaleteira elétrica, logo mais fácil de transportar
    • Utilização sem certificação
    • Polivalente, pois pode transportar todos os tipos de paletes, mas também caixas de cartão, objetos grandes (como motores, por exemplo), tambores, etc.

    Desvantagens:

    • Pouco ergonómica
    • Limitada em termos de capacidade de carga
    • Menos prática que os modelos semielétricos e elétricos
  • Quando optar por uma transpaleteira semielétrica?

    Transpaleteira híbrida da marca BT
    Transpaleteira híbrida da marca BT

    Existem dois tipos de transpaleteiras semielétricas: as transpaleteiras dotadas de um sistema elétrico de elevação e cuja deslocação se faz manualmente e as que, ao invés, têm acionamento eléctrico para a movimentação horizontal mas elevação manual dos garfos. São igualmente conhecidas por transpaleteiras híbridas.

    Vantagens relativamente aos equipamentos manuais:

    • Trabalho menos pesado para o operador
    • Mais eficaz, maior produtividade
    • Mais indicada para percorrer distâncias maiores e, logo, para uso em armazéns grandes

    Vantagem relativamente aos equipamentos totalmente elétricos:

    • Mais económica
  • Quando optar por uma transpaleteira elétrica?

    Transpaleteira elétrica da marca STILL
    Transpaleteira elétrica da marca STILL

    Nas transpaleteiras elétricas, a deslocação é assegurada por um motor de tração elétrica, acionado a partir do leme de manobra. A elevação dos garfos é feita por meio de uma bomba hidráulica acionada pelo motor elétrico. Trata-se, portanto, de um equipamento inteiramente motorizado. O trabalho realizado com uma paleteira elétrica não requer esforço físico por parte do operador. Em comparação com as paleteiras manuais, as elétricas podem ser utilizadas em aplicações que impliquem um uso mais intensivo e o transporte de cargas ao longo de distâncias maiores.

    Vantagens:

    • Ergonómica: menor risco de lesões para o operador
    • Grande variedade de modelos com diferentes capacidades de carga
    • Maior produtividade

    Desvantagens:

    • Preço de aquisição mais elevado
    • Custos de manutenção mais elevados, incluindo os gastos associados à eventual substituição de peças
    • Dificuldade em parar o motor durante o transporte de cargas muito pesadas
    • Formação e certificação obrigatória dos operadores
  • Como dimensionar uma transpaleteira?

    Antes de mais, deverá decidir qual a capacidade de carga (em kg) necessária para a sua paleteira. Note-se que os transpaletes eléctricos e semielétricos possuem uma capacidade de carga inferior à dos transpaletes manuais.

    Também há que levar em conta a altura de elevação máxima dos garfos, que é, em média, de 200 mm. Se precisar de elevar cargas a alturas superiores, poderá optar pela transpaleteira pantográfica (também chamada porta-paletes elevatório ou de tesoura), com capacidade de elevação que pode ir até 1 m.

    Por fim, irá escolher o comprimento dos garfos de acordo com as dimensões da carga (comprimento, largura e eventualmente altura). Se optar por garfos longos, saiba que a altura de elevação será menor.

  • Que tipo de rodas escolher?

    Transpaleteira da marca Hanselifter
    Transpaleteira da marca Hanselifter

    As paleteiras têm dois tipos de rodas: as pequenas que se encontram sob os garfos e uma maior sob o leme de manobra. As rodas pequenas têm um diâmetro de cerca de 7,5 cm, no máximo, para que possam entrar facilmente por baixo das paletes, e não giram. A roda grande é a roda de direção e tem um diâmetro médio de 18 a 20,5 cm (7 a 8 polegadas). Esta é giratória, permitindo manobrar o carrinho. O corpo da roda (jante) pode ser de plástico, aço, alumínio, etc.

    As rodas dos garfos, por vezes chamadas rolos por serem mais largas que altas, estão disponíveis com ou sem rolamentos. Para superfícies regulares, sem desníveis, pode optar por rodas simples (uma única roda). Para pisos irregulares e para passar pelas portas e rampas dos cais de carga, as rodas duplas em tandem são mais adequadas. O peso da carga é distribuído por um maior número de rodas, reduzindo assim o desgaste destas.

    Quanto ao  material do rasto, ou pneu, das rodas, há diversas opções:

    • Borracha: baixo nível de ruído, boa aderência, podem deixar marcas no piso. Opção antiestática.
    • Powerthane: baixo nível de ruído, maior durabilidade do que as rodas de borracha, resistência ao desgaste, não deixam marcas.
    • Nylon: mais ruidosas, com grande resistência ao desgaste e à quebra, apropriadas para cargas pesadas em superfícies duras e lisas.
    • Poliuretano: baixo nível de ruído, adequadas a cargas intermédias, podem deixar marcas.
    • Ferro/aço: adequadas para aplicações industriais com movimentação de cargas pesadas, ruidosas, muito robustas, resistentes ao desgaste.
  • Que tipo de garfos escolher?

    Na maioria dos casos, o comprimento dos garfos das transpaleteiras é de 1150 mm, adequado às dimensões das paletes-padrão.

    Se tiver de transportar paletes mais pequenas, poderá optar por garfos curtos (entre 600 e 1 000 mm), que têm a vantagem de ocupar menos espaço no armazém, por exemplo. Para cargas mais volumosas, escolha antes um transpalete com garfos longos (entre 1 300 mm e 3 000 mm).

  • Que tipo de condução?

    Transpaleteira elétrica com plataforma da marca CROWN
    Transpaleteira elétrica com plataforma da marca CROWN

    No que diz respeito à condução destes equipamentos, existem várias configurações disponíveis no mercado:

    • Transpaleteira para condutor apeado: o operador a pé puxa ou empurra o transpalete.
    • Transpaleteira com plataforma para operador em pé: transpaleteiras elétricas e semielétricas equipadas com uma plataforma onde se situam os comandos.
    • Transpaleteira para condutor sentado: com um assento traseiro ou lateral.
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