Como escolher uma correia transportadora

A correia transportadora constitui talvez o componente mais importante de um transportador contínuo de correia. É também conhecida como esteira transportadora e tapete transportador. Trata‑se de um elemento flexível esticado entre dois tambores e tracionado por um deles.

Os produtos, colocados em cima da correia, são transportados de um ponto para outro graças ao movimento desta. As correias transportadoras são usadas em diversos segmentos industriais, nomeadamente em logística, na produção de alimentos e na fabricação de produtos farmacêuticos, bem como em indústrias pesadas, como a mineração.

As características técnicas das correias variam de acordo com os modelos. A escolha depende, principalmente, do tipo de produto que será transportado e das condições de operação.

Correias transportadoras: ver produtos

  • Quais os principais critérios de escolha de uma correia transportadora?

    Correia para transportador da Hong’s Belt

    Ao escolher uma correia transportadora, é essencial ter em conta o tipo de produtos a que se destina e as condições em que vai funcionar.

    Características dos produtos a serem transportados:

    • Peso: o peso do produto é um dos aspectos mais importantes para a escolha da correia. Produtos muito pesados podem vir a deformar ou mesmo a provocar avarias no transportador, se a correia não for apropriada.
    • Tamanho: as dimensões da esteira devem ser adequadas ao volume dos produtos. Se estes forem demasiado grandes, poderão ficar presos no transportador. Portanto, é crucial verificar cuidadosamente o comprimento e a largura da esteira e compará-los com os do produto antes de tomar uma decisão.
    • Tipo: a escolha da correia depende ainda do tipo de produto que será transportado. Por exemplo, para transportar peças com arestas cortantes, produtos corrosivos, pós ou produtos químicos, precisará de uma correia feita de um material apropriado para garantir a sua durabilidade. Para a indústria alimentícia, em especial, é indispensável optar por esteiras que atendam a normas de higiene rígidas.
    • Temperatura: produtos em temperaturas extremamente altas ou baixas podem danificar a esteira se esta não for adequada.

    Condições de operação: é necessário levar em conta as condições em que a esteira transportadora irá operar, nomeadamente as que se seguem.

    • Inclinação: se a correia se destinar a ser instalada num transportador inclinado, o produto poderá deslocar‑se, deslizar ou até mesmo cair. Para evitar que isso aconteça, opte por uma correia com taliscas.
    • Condições ambientais: a correia tem de ser adequada às características do ambiente de trabalho. Há correias de certos materiais que não suportam temperaturas extremamente altas ou baixas. Nesses casos, é preciso optar por uma correia adaptada à faixa de temperaturas em causa. Quando os produtos têm de passar por um forno, saiba que existem esteiras transportadoras próprias para fornos industriais, muito utilizadas na indústria alimentícia, por exemplo.
  • Em que materiais estão disponíveis as correias transportadoras e quais as suas aplicações?

    A escolha do material da correia transportadora é crucial para garantir o melhor desempenho e a máxima durabilidade possíveis desse componente. O material deve ser escolhido em função do uso previsto, das condições ambientais de operação, das características dos materiais que serão transportados e do orçamento disponível. Existem correias transportadoras de uma grande variedade de materiais, cada qual com as suas vantagens e limitações.  

    A borracha é um dos materiais mais usados em esteiras transportadoras pela sua versatilidade e durabilidade. Resiste bem à abrasão, a cortes e a rasgos, sendo ideal para o transporte de materiais pesados ou com arestas cortantes. Além disso, a borracha pode ser formulada para resistir a temperaturas extremas, a produtos químicos e a óleos, o que a torna adequada para setores como a mineração, a construção civil e o tratamento de resíduos.

    O PVC (cloreto de polivinila) é outro material muito usado em esteiras transportadoras, principalmente na indústria alimentícia, onde as exigências sanitárias são elevadas. As esteiras de PVC são fáceis de limpar, resistentes a produtos químicos e à umidade. Também são mais baratas, oferecendo uma solução econômica para muitas aplicações.

    O poliuretano (PU) é especialmente adequado para aplicações que exigem resistência e flexibilidade. É bastante resistente ao desgaste, a cortes, ao óleo e à graxa. As esteiras de PU são frequentemente utilizadas na indústria alimentícia, farmacêutica e no processamento de materiais a granel, onde a contaminação deve ser evitada.

    Tecidos como o náilon, o poliéster e o algodão também são usados na fabricação de esteiras transportadoras. Esses materiais apresentam boa resistência à tração e são adequados ao transporte de cargas leves a médias. As correias de tecido são comuns na indústria do papel, no setor da impressão e na indústria têxtil.

    As esteiras transportadoras metálicas, nomeadamente as de aço e as de aço inoxidável, oferecem elevada resistência a temperaturas elevadas e à corrosão. São muito utilizadas em fundições, em indústrias de panificação e no transporte de materiais a altas temperaturas.

    Os materiais compósitos, como os reforçados com fibra de vidro ou com Kevlar, são usados em aplicações que exigem extrema resistência à tração e baixo alongamento. São correias leves com capacidade para cargas muito pesadas, ideais para a indústria aeroespacial.

  • Quando optar por correias transportadoras com configurações especiais?

    Existem correias com configurações específicas para determinados tipos de transportadores ou produtos.

    Correias com taliscas em V ou retas: destinam‑se à movimentação de produtos em transportadores inclinados, em sentido ascendente ou descendente.

    Correias côncavas (em V ou em U): trata-se de correias de borracha apoiadas em roletes inclinados, que lhes conferem a forma côncava. São próprias para transportar produtos a granel, como grãos, cereais, fertilizantes, minérios, etc. O seu uso é muito comum nos setores agrícola e alimentício e no processamento de materiais a granel em geral. No mercado, também estão disponíveis correias côncavas taliscadas.

    Correias modulares plásticas: destacam-se pela sua grande flexibilidade, bem como pela facilidade de manutenção e reparação. São compostas por módulos de plástico interligados, que podem ser facilmente substituídos se estiverem danificados ou em caso de desgaste. O sistema modular é particularmente vantajoso nos setores em que a higienização é uma prioridade, como a indústria alimentícia, pois estas esteiras são muito fáceis de desmontar e limpar.

    Correia transportadora taliscada

    Correia transportadora côncava

  • Quais os outros critérios de escolha de uma correia transportadora?

    Capacidade: expressa em toneladas/hora, é calculada com base no material a ser transportado, na largura e velocidade da correia e na inclinação do transportador.

    Diâmetro dos tambores: verifique o diâmetro dos tambores de acionamento e de retorno.

    Resistência à ruptura: o cálculo da resistência à ruptura leva em conta diversos fatores, como o comprimento do transportador, a sua velocidade de operação e eventual inclinação.

    Rigidez da correia: há que ter o cuidado de não escolher uma correia demasiado rígida pois, se não estiver em contato com o rolo central, irá desalinhar. Também não deve ser demasiado flexível, para evitar que se danifique entre os roletes.

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